Um mesmo movimento pode levar o trabalho para lados opostos. O que decide a direção não é a tecnologia nem a tendência em si, mas quem a conduz, com que intenção e a favor de quem.
A mesma transformação produz futuros muito diferentes conforme quem a conduz e quem paga a conta.
Por isso não perguntamos só o que está mudando. Perguntamos em que direção essa mudança pode nos levar.
A partir dos sinais do observatório, procuramos tensões e recorrências que atravessam dimensões diferentes do trabalho. Em vez de uma lista de tendências, uma cartografia. Ela não é fechada: um mesmo sinal participa de várias disputas, e uma disputa muda de forma quando sinais novos aparecem.
quem decide e quem consegue interferir
quanto espaço existe para escolher como o trabalho acontece
quem assume risco e quem recebe garantia
o que delegamos à máquina e o que fica como decisão humana
quanto da vida o trabalho ocupa e como as trajetórias se reorganizam
o que passa a contar como produtivo, necessário ou digno de reconhecimento
como colaboração e pertencimento mudam diante de novas formas de trabalhar