Confiança · Aprendizagem · Segurança psicológica · Liderança
Rafaella Andrade pesquisa essas relações há quase uma década e leva o que a ciência já sabe sobre equipes para dentro das organizações. Seu trabalho parte de uma pergunta aparentemente simples: o que faz um grupo de pessoas realmente funcionar como equipe?
Algumas equipes conversam sobre erros na reunião seguinte. Outras escondem o erro até ele virar problema de cliente. Certas lideranças fazem o time aprender; outras produzem dependência. E um grupo de profissionais extremamente competentes pode passar anos trabalhando junto sem conseguir funcionar como equipe.
É nesse território que Rafaella construiu sua trajetória: investigar como equipes funcionam e transformar conhecimento científico em decisões melhores para quem trabalha com pessoas.
Em um de seus estudos, com 79 equipes de seis organizações, a liderança explicou 18,4% dos comportamentos de aprendizagem das equipes. Ou seja: a maneira como alguém lidera interfere concretamente na capacidade daquele time de aprender.
Existem relações, padrões, acordos, expectativas e condições que interferem na maneira como as pessoas colaboram, aprendem e entregam. Quem fala nas reuniões? Quem aprendeu que é melhor ficar em silêncio? Como o erro é tratado? Existe espaço para discordar de quem tem mais poder na sala?
Rafaella começa o trabalho por aí: entender como aquela equipe funciona antes de propor o que ela deveria fazer. E, com as lideranças, devolve uma pergunta — o que acontece com a sua equipe quando você lidera?
O que a ciência já sabe sobre confiança, aprendizagem, colaboração e desempenho — e o que diferencia um grupo de pessoas de uma equipe.
Erro, discordância, confiança, voz e as condições necessárias para que uma equipe consiga falar, aprender e evoluir.
O que muda quando liderança deixa de significar status, controle e centralização e passa a criar condições para que outras pessoas contribuam, decidam e cresçam.
O desafio não é encontrar uma fórmula que funcione para todos. É desenvolver repertório suficiente para compreender quem está diante de você.
Doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília. Sua tese investigou como liderança, aprendizagem, desenho do trabalho, competências e segurança psicológica se relacionam com desempenho e satisfação das equipes.
Idealizadora da Pós-graduação em Gestão para Pessoas e RH 4.0, com 20 anos de atuação em Gestão de Pessoas e Liderança. Traduz evidência, separa crença de conhecimento e transforma pesquisa em ferramentas que líderes e equipes conseguem usar na segunda-feira.



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Equipes não acontecem por acaso. Elas podem ser compreendidas, desenvolvidas e desenhadas intencionalmente.